O mapa mundial da vacinação contra a covid

O dia em que Osama bin Laden foi assassinado

A morte de Osama bin Laden, há 10 anos, vingou a "America". Há 20 anos, o mundo parou para assistir ao vivo ao maior ataque terrorista em solo americano.
Tiago O Dias (Ground Zero, NYC 02/05/2011)

No dia em que Osama bin Laden foi assassinado, dia 2 de maio de 2011, eu estava em Nova York e tinha ido do Brasil para assistir ao show da minha banda preferida, que ocorreu uns dias antes.

Além do show, a viagem acabou me marcando, também, pela comoção que presenciei tão de perto, traduzido em uma espécie de sentimento coletivo de vingança.

Osama nas alturas

Sirenes, polícia por todos os lados. O New York Times noticiava o assassinato de Osama bin Laden no Afeganistão em letras gigantes e alertava para a elevação do risco de um ataque terrorista.

Isso explicava a visível e barulhenta movimentação do aparato estatal com pelo menos uma viatura de alguma força policial em cada esquina de Manhattan.

Marco Zero

Em 2011, o local onde ficavam as Torres Gêmeas ainda não estava restaurado. Nem mesmo as estações de metrô próximas ao Ground Zero estavam totalmente reconstruídas.

A manchete de um dos jornais colados no tapume mandava Bin Laden ‘apodrecer no inferno’.

Tapume das obras no Ground Zero no dia do assassinato de Osama bin Laden (2 de maio de 2011) / Foto: Tiago O Dias

Quatro anos mais tarde, voltei ao local das Torres Gêmeas e encontrei tanto o memorial quanto o museu subterrâneo lindamente prontos.

Parte externa do Memorial do 11 de Setembro. Nomes das vítimas circundam os dois monumentos que ocupam o local exato das torres derrubadas (2015). / Foto: Tiago O Dias

A cidade não havia somente superado o trauma visível, com a inauguração do Memorial do 11 de Setembro.

No subsolo, um imenso espaço dividido entre as estruturas originais ainda intactas e as paredes dos monumentos externos abriga as diversas exposições do memorial com os objetos recuperados dos escombros.

À esquerda, uma fundação em aço que resistiu ao colapso. À direita, uma peça do motor de um dos elevadores do World Trade Center – Memorial do 11 de Setembro, 2015 / Foto: Tiago O Dias

Quando as duas torres caíram, nos erguemos como uma só

frase de Michael Bloomberg, bilionário, ex-prefeito, filantropo e presidente do conselho do 9/11 Memorial & Museum, no site do fundo Never Forget, que arrecada dinheiro para as vítimas.
Reprodução: neverforget.org

Nova York também tinha acabado de transformar a destruição histórica em um novo prédio mais alto que os destruídos em 2001.

A nova torre, agora chamada One WTC, ficou parcialmente pronta em 2015. / Foto: Tiago O Dias

That’s all, Afeganistão

A “America” confirmou que a pretensão mais forte ao invadir o Afeganistão em 2001 era a vingança. E, dentro desta narrativa, a história se encerraria em 2011, com a morte do bilionário saudita e mentor da organização extremista transnacional al Qaeda, Osama bin Laden.

20 anos depois da tragédia, no outro lado da guerra que ainda não terminou, as imagens catastróficas do aeroporto de Cabul mostram que a mensagem da “America” para a população afegã que permanece por lá é de que “isso é tudo, pessoal“.

Parte de um letreiro de uma loja localizada no World Trade Center – Memorial do 11 de Setembro, 2015 / Foto: Tiago O Dias

Veja também

Tiago O. Dias
Tiago é jornalista e escreve sobre tecnologia, política e desafios sociais contemporâneos. Trabalhou mais de 10 anos no varejo e no e-commerce de livros nacionais e importados. Atualmente cursa especialização em Ciências Humanas na PUCRS e Ciência Política no IERGS.