A vacinação contra a covid-19 no mundo

O poder das listas

Livraria Indigital

A internet está lotada. Há muita informação para pouco tempo e espaço disponíveis. Em sites de notícias, a atenção está cada vez mais concorrida diante de tantas manchetes caça-cliques e informações inúteis.

Preocupadas com essa dificuldade, as marcas rapidamente se valeram de infográficos (animados ou estáticos) para apresentar o máximo de detalhes do seu produto ou serviço oferecido.

Mas se o usuário impactado pela marca é um potencial consumidor, como atrair o leitor sem o apelo da propaganda?

O BuzzFeed – gigante americana de mídia digital – já mostrou que dispor o conteúdo em listas é a melhor forma de driblar a superlotação virtual.

É possível achar listas de “5 melhores qualquercoisa” ou “10 maneiras de qualquercoisa” sobre qualquer tema. Isso sem falar na infinidade de testes que a plataforma oferece.

E não é só o BuzzFeed que usa desse formato para ganhar audiência. Os principais veículos do Brasil, por exemplo, também aderiram às listas. Encontramos, em uma pesquisa rápida, diferentes listas na versão brasileira do jornal espanhol ElPaís.

A infografia e os conteúdos em vídeo também estão numa crescente, até no jornal impresso é comum o uso de uma página inteira para um grande infográfico detalhado.

Ou em vídeo nos stories do Instagram, um TOP5 notícias do dia. Nesse caso, as infos são colocadas em vídeos-pílulas para reter o usuário, é a fusão de dois formatos bem-sucedidos para atrair e manter o usuário até o final da mensagem: tópicos e vídeo.

Listagem de informações serve para organizá-las e aproveitar as raras lacunas da web. Assim como quem monta a TO-DO LIST diária (coisas a fazer) numa agenda lotada, a fórmula tempo x volume x espaço continua valendo.

É preciso classificar por prioridade a informação a ser transmitida, considerando o seu tamanho e o tempo que o usuário despenderá para captá-la.  

Porém, vale lembrar que as listas, mesmo com a frequência em que estão sendo usadas para notícias, não são exatamente uma ameaça e provavelmente nunca substituirão uma reportagem com a mesma profundidade.

Delma Ferraz
Delma é jornalista e escreve sobre cultura, feminismo e política brasileira. Trabalha há mais de 10 anos com conteúdo e marketing digital. Atualmente cursa mestrado em Estudos de Gênero na Universidade Paris VIII.