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“Coincidências” na pandemia: milícia força reabertura, governo facilita armas

Foto: Marcelo Chello, Shutterstock
Com informações da 
Folha de S. Paulo e do G1

A polícia do Rio de Janeiro investiga denúncias de que paramilitares, que dominam áreas na zona oeste da cidade, estariam coagindo comerciantes a reabrir lojas, bares e estabelecimentos não-essenciais. O objetivo, segundo as denúncias, é manter a cobrança das taxas cobradas da população dos bairros Rio das Pedras, Muzema e Gardênia Azul.

Segundo investigação da reportagem da TV Globo, comerciantes dessas regiões estão com as portas abertas por determinação dos milicianos. Em entrevista ao UOL, o delegado Gabriel Ferrando, responsável pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco) e por investigar os relatos, disse que está “no rastro das denúncias e apurando tudo que chega. Não posso passar detalhes, pois segue em sigilo. O que se sabe é que a milícia segue na praxe de extorsões. Isso só revela a sua faceta perversa, que sempre visou o lucro“, disse o delegado.

Bolsonaro revoga portarias que regulam armas, munições e explosivos

Apoiado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou três portarias que tratam do rastreamento de armas e munições. Segundo Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz, a revogação da portaria 46, por exemplo, criava o Sistema Nacional de Rastreamento de Produtos Controlados pelo Exército, ou SisNaR. Pela norma, agora revogada, a fabricação, importação ou venda de armas de fogo, munições e explosivos precisavam ser lançados nesse sistema por todas as pessoas físicas e jurídicas registradas no Exército.

Para Langeani, as regras que Bolsonaro suspendeu vão além da prática esportiva e tratam do controle de armas como um todo. “A revogação enfraquece a capacidade das forças de segurança de controlar, rastrear e evitar desvios de armas, munições e explosivos“, conclui.

O ato gerou reação nas redes sociais. Perfis no Twitter responderam ao presidente que a medida beneficia Ronnie Lessa, o ex-vizinho e principal suspeito de ter executado a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Lessa responde na justiça também pelo contrabando de 117 fuzis encontrados na casa de um amigo, já liberado da prisão preventiva.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), ecoou as críticas e protestou no Instagram:

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Bolsonaro, mais uma vez, contra o povo e ao lado das milícias.

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