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31 de março: Dia Internacional da Visibilidade Trans

Um dia para que todes possam se conscientizar dos direitos das pessoas trans

O Dia Internacional da Visibilidade Trans surgiu em 2009 quando uma ativista trans, a estadunidense Rachel Crandall, decidiu que era preciso uma data para celebrar a vida das pessoas trans.

Um dia para que todas as pessoas possam se conscientizar dos direitos das pessoas trans, não apenas como vítimas de crimes transfóbicos e violências físicas e simbólicas às quais são expostas.

É um dia de celebrar a diversidade e a vida trans

O Brasil ainda é um campeão em matar pessoas transgênero, sobretudo mulheres trans. Uma estatística que parece acompanhar outro índice vergonhoso do país: o de feminicídios.

Mesmo assim, mais pessoas trans estão conquistando mais espaço na sociedade, ainda que a passos lentos e sem a massiva participação das pessoas cisgênero. (Se você não entendeu o termo cisgênero, então saiba que você é uma pessoa cisgênero e também precisa combater a transfobia).

A data é para jogar luz na luta pelos direitos de homens e mulheres trans, removendo barreiras ao mercado de trabalho, ampliando a aceitação social e a inclusão efetiva na sociedade.

Diante do ódio e da transfobia existentes no país, muitas pessoas trans se lançaram a cargos políticos para conquistar direitos e representatividade nas bases do poder.

Nas eleições de 2019 no Brasil, houve um recorde de mulheres trans eleitas. A candidata Erika Hilton foi a vereadora eleita com a maior número de votos em todo o país na cidade de São Paulo. Com menos de 30 anos, a transvestigênere negra tem uma atuação de destaque no cargo.

Homens trans são menos lembrados quando falamos em pessoas transgênero, mas eles não são poucos. O número de pessoas que se identificam como homem trans, mulher trans, intersex e não-binário vem aumentando ano a ano, mesmo que em muitos lugares do mundo ainda seja considerado crime ser trans.

Num momento de tensão entre a extrema-direita no poder e a resistência de um número sem precedentes de mulheres trans na esfera pública, ataques covardes a parlamentares trans têm sido frequentes. Mas elas resistem e fortalecem-se, não vão retroceder. O dia 31 de março é um dia para constatarmos isso.

Infância trans

A aceitação da identidade na infância, com uma nova abordagem de inclusão na escola, amplifica as oportunidades de trabalho e ilumina o futuro das pessoas trans.

A estranheza por parte de uma sociedade binária, heteronormativa e/ou tradicional deve ficar cada vez mais enfraquecida. Ainda bem, todes ganham.

Delma Ferraz
Delma é jornalista e escreve sobre cultura, feminismo e política brasileira. Trabalha há mais de 10 anos com conteúdo e marketing digital. Atualmente cursa mestrado em Estudos de Gênero na Universidade Paris VIII.